Tête-à-tête

Você arriscaria perder uma chance?

Outro dia eu estava ouvindo a música “Anjos de Plantão”, do Ivo Mozart. Já tinha ouvido várias vezes, mas desta vez parei para prestar atenção na letra ao invés de simplesmente cantarolar seu refrão, e “voei pra longe” com meus pensamentos…

Acordei com saudade de você
Te procurei, te liguei mas não encontrei
Não tive tempo pra dizer o quanto amei
Nem tive tempo pra mudar o que errei

(…)

Eu pedi mais um dia, pedi outra chance
Pra fazer tudo do começo melhor que antes
Por isso agradeço o dia de hoje
E faço tudo que estiver ao meu alcance

A gente vive uma rotina atarefada, atribulada, com pouco tempo para nós mesmos, para nossos filhos, cônjuges e pessoas que amamos. A correria com o trabalho, a casa, o mercado e todas as demais responsabilidades da vida muitas vezes não nos permite parar para refletir ou simplesmente respirar.

Mas será que são as nossas tarefas e responsabilidades que nos tiram esse momento de calma, paz e tranquilidade, ou somos nós mesmos quem não nos permitimos, ainda que inconscientemente, tê-lo?

Por mais atribulado que um dia possa ser, somos nós quem organizamos e compomos a logística do nosso tempo. Cabe à nós separar algumas horas (ou minutos que sejam) para nós mesmos e para dar prioridade àquilo que realmente importa.

Quando a gente quer, a gente arranja tempo!

E quando menos esperamos… lá se foi o tempo!

Você tem tempo para checar seu whatsapp e assistir aos vídeos sem noção que te mandam, ler e enviar os mais variados “memes” trocados? Você tem levantado a cabeça para olhar as pessoas quando elas conversam com você? Conheço muita gente que teve “crise de abstinência de whatsapp” em razão do bloqueio judicial desse aplicativo por algumas horas ou dia.

Quando você sai para jantar, seja um momento romântico ou simplesmente com os amigos, pra jogar conversa fora, consegue deixar o celular de lado?

O que temos feito para que o nosso dia tenha o seu devido valor? Como temos agido para garantir, diariamente, que aquelas pessoas a quem queremos bem saibam os seus reais e verdadeiros valores em nossas vidas?

Dizer “te amo”, dar um abraço apertado, fazer um carinho no rosto, esboçar um agradecimento de coração e até mesmo um “olho no olho” durante uma conversa… são coisas que fazem um bem enorme a nós e a quem os recebe. Palavras e gestos, por mais simples que sejam, tem um peso (no bom sentido) tremendo quando ditos e feitos de coração.

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O “amanhã” a Deus pertence, não é mesmo? Não pertence a nós… Mas o “hoje” nos foi dado, uma dádiva que devemos aproveitar, usufruir, um momento em que precisamos agir, e não ficar estagnados, ou contando as horas e minutos para que esse dia chegue ao fim.

E se hoje fosse a sua última chance? O seu último dia? Como seria vivido? Como você agiria?

Mude as suas atitudes hoje, não espere o amanhã. Afinal, a gente sequer sabe se realmente o terá…

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