Tête-à-tête

O jeitinho brasileiro

Estamos vivendo um momento difícil, porém importante, na história de nosso país e em nossas vidas particulares, já que toda essa crise impacta direta ou indiretamente o nosso dia a dia, seja no aumento das mercadorias adquiridas no mercado, na dificuldade encontrada no mercado imobiliário ou até mesmo na perda do emprego.

Lutar pelos nossos direitos, expressar nossa cidadania e insatisfação com a corrupção e o egoísmo dos poucos que se encontram no Poder (seja ele Legislativo, Executivo ou Judiciário) por meio de manifestações, é válido, é necessário e chega a ser imprescindível para que milhões possam ser ouvidos pelos milhares eleitos, que deveriam representá-los.

Mas para que o nosso País possa realmente mudar é necessário que a transformação comece em casa e o quanto antes.

As crianças aprendem muito mais com o exemplo que damos em nossa rotina diária do que com o que as ensinamos por meio de palavras. E qual é o modelo que temos sido aos olhos dos nossos pequenos?

A corrupção que tanto queremos combater, infelizmente, está enraizada dentro de muitas casas brasileiras.

As pessoas não pensam duas vezes quando o assunto é se beneficiar em detrimento de outros. Havendo alguma vantagem pessoal, os valores morais caem por terra. Não estou me referindo às operações da Policia Federal contra políticos e empresários corruptos, mas sim à vantagem em “cortar” uma fila; subornar o policial para não levar uma multa por estar de fato infringindo a lei; entregar um trabalho/relatório copiado da Internet; o troco indevidamente dado a menor, ou o pagamento de uma conta que veio errada para menos (até porque quando é para mais todo mundo reclama) e que é conscientemente paga daquela forma, dentre tantas outras coisas “pequenas”, porém erradas, sim, em nosso dia a dia.

Essas “pequenas infrações” são o início de toda mancha que hoje se encontra em nossa bandeira e contra a qual lutamos.

Corrupção existe em todos os níveis e áreas da sociedade. Porém ser eles eles profissionais de alto ou baixo escalão; policiais ou políticos; aquele que recepciona e anota o número de clientes na entrada do restaurante ou o Diretor de uma faculdade na qual seu filho encontra-se na lista de espera…

Fato é que só existem pessoas corrompidas por haver quem as corrompa, e um erro não justifica o outro!

Que possamos olhar para dentro de nós mesmos e revermos nossos valores, nossos conceitos e julgamentos e que passemos a mudar o nosso País de dentro da nossa própria casa, com nossas atitudes e nossos exemplos perante aqueles que amanhã serão o futuro da nossa nação.

Minha esperança é que um dia possamos voltar a dizer com orgulho verdeiro, e não apenas no calor da emoção de uma partida esportiva, ao cantar o hino, que esta é a nossa  “…pátria amada Brasil…“.

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