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Economia doméstica (parte 2)

De acordo com a ONG Banco de Alimentos, 26,3 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas apenas no Brasil, sendo que 45% desse total é composto por hortifrútis, isto é, legumes, verduras e frutas.

A decomposição dos alimentos enseja a emissão do gás metano, que por sua vez tem grande influência na formação do efeito estufa e no aquecimento global.

Para fazermos a nossa parte e garantirmos que esses números diminuam – seja por uma questão financeira (nosso bolso), pelo absurdo que é desperdiçarmos tanto quando há tanta gente passando fome, ou pela questão ambiental – é importante começar revendo alguns pontos dentro da nossa própria casa.

O “Economia Doméstica” de hoje, portanto, será voltado ao armazenamento e manutenção dos alimentos em casa.

  • Horta em casa:

Aqui no Amando o Hoje já ensinamos como fazer sua horta em casa (e ainda por cima reciclando alguns itens). Ao plantar e criar alguns de seus alimentos em casa – ainda que sejam apenas as hortaliças, por uma questão de espaço – você economizará bastante, pois além de não gastar bem mais comprando-os no mercado, ainda garantirá a utilização dos mesmos por mais tempo, já que eles duram mais enquanto estão plantados do que num saco plástico na geladeira!

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  • Um pouco de azeite e voilá:

Se as suas ervinhas começaram a dar sinal de que estão querendo se “esvair”, utilize um pouco de azeite, nozes do seu gosto e transforme-as num delicioso pesto!

  • Reutilize os talos das ervas e as cascas das verduras e frutas:

Se você é daquele tipo que joga todos os talos no lixo após utilizar uma salsinha, cebolinha, manjericão ou qualquer outro “temperinho”, saiba que eles possuem nutrientes importantes também, e que podem, após bem picados, servir para temperar uma manteiga! Basta misturar tudo e servi-la com um crepe, um pão quentinho…

As cascas das frutas e dos vegetais também são ricas fontes de vitaminas e sais minerais e por isso devem ser utilizadas assim como o seu interior. Com eles é possível fazer sucos, vitaminas, doces e tortas.

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Escondidinho com casca de abóbora
  • O poder congelante, duradouro e amigável do freezer:

Você pode congelar as suas ervas! Lave e seque-as bem. Se quiser, pode até picá-las! Então guarde-as em recipientes de plástico ou vidro (tupperware, sacolas plásticas para alimentos, etc.) e retire do freezer quando for utilizá-las. Assim você garantirá ervas verdinhas e nutritivas por muito mais tempo!

Se preferir, coloque as suas ervinhas em formas de gelo e adicione azeite, formando cubinhos de gelo de azeite e ervas. Conforme elas forem congelando você poderá armazená-las em saquinhos plásticos próprios para alimentos (o mesmo pode ser feito com gelo de água caso você não possua tantas forminhas mas precise produzir muita quantidade em razão do verão ou de uma festa). Você poderá jogá-las diretamente na panela quando for preciso temperar algum prato quente, ou ainda fazer o pesto apenas na hora de servi-lo!

Você também pode adquirir alimentos em maior quantidade por uma questão de economia (eu, por exemplo, sempre compro a peça inteira do queijo muçarela/prato e corto-a em 3 a 4 partes, deixando apenas uma na geladeira e as demais, devidamente armazenados no freezer). O mesmo serve para refeições, pois algumas delas podem ser preparadas em maior quantidade e parte armazenada no freezer em recipientes próprios, como molhos, massas, carnes temperadas, mandioca cozida, etc.

  • Transformando a comida:

Não jogue no lixo a comida que sobrou do almoço! Ela pode ser a janta de hoje ou até mesmo a “marmitinha” de amanhã! Isso sem contar que você pode transformar essa comida em outras completamente diferentes! O arroz ou o peixe de ontem podem se transformar em bolinhos nutritivos para a criançada; a carne ou linguiça, em um arroz de forno ou molho de macarrão, dentre tantas outras coisas!

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  • “Cantinho da prioridade” na geladeira:

Tire um dia a cada 7 a 15 dias para rever todos os produtos que você tem na geladeira e separe um cantinho específico da geladeira para deixar todos aqueles que estão com a data de validade próxima. Assim, você não se esquecerá de priorizá-los antes que os mesmos estraguem.

  • O mundo gelado de cabeça para baixo:

Antes de simplesmente jogar no lixo (reciclável, por favor) aquelas bisnagas de mostarda, ketchup, dentre outras, coloque-as “de cabeça para baixo” a fim de garantir que aquela sobrinha possa ser utilizada ao invés de desperdiçada!

  • O maravilhoso mundo dos tomates:

Os tomates estragam relativamente rápido, ainda mais no verão. Para conservá-los por mais tempo mantenha-os em temperatura ambiente e longe do sol! Nunca os armazene em sacolas plásticas, pois com a alta produção de gás etileno, um hormônio que faz com que as frutas amadureçam mais rápido, eles certamente apodrecerão mais rápido. Se preferir, guarde-os em sacos de papel.

Importante lembrar que essas frutas (sim, são frutas, e não vegetais!) são versáteis e não servem apenas para saladas! Antes que eles estraguem, faça molho – e congele (preferencialmente em potes de vidro para não “tingir” os de plástico) – ou ketchup.

  • A doçura das frutas:

A melhor forma de consumo das frutas é in natura. Sobre isso ninguém tem dúvidas! Mas melhor do que ficar as mantendo na fruteira até estragarem, é utilizá-las para fazer doces, compotas e geleias. Com isso você evitará o desperdício e garantirá a saúde da sua família, já que poderá oferecer doces caseiros sem qualquer adição de corantes e conservantes, como ocorre com os industrializados.

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Doce de abóbora
  • Pão, pão, pão, pão…:

O pão “amanhecido” ou “dormido”, como diriam minha mãe e minhas avós, é muito mais útil do que você pode imaginar! Com ele você pode preparar torradinhas, croutons e até mesmo farinha de rosca.

  • Pickles:

Couve-flor, brócolis, cenoura, cebola, pepino… diversos legumes podem ser transformados em pickles caseiro antes de estragarem!

  • A inimizade entre batatas e cebolas X o amor das batatas pelas maçãs:

Quando cebolas e batatas são armazenadas juntas, as batatas tendem a estragar muito mais rápido. Mantenha as cebolas em um local arejado e seco para garantir uma maior durabilidade. As batatas também precisam de ambientes com essas condições, mas em uma prateleira ou recipiente diferente da cebolas, e preferencialmente locais escuros. O interessante é que, diferentemente das cebolas, se você armazenar as maçãs próximas às batatas, estas durarão mais tempo.

  • Queijos:

Eu sempre armazenei os meus queijos em sacolas plásticas próprias para alimentos, mas recentemente aprendi que o ideal mesmo é armazená-los em um papel próprio para queijos ou até em papel manteiga e só então guardá-los nesses plásticos.

  • Doces bananas rebeldes:

As bananas são produtoras de uma quantidade muito grande de gás etileno, e por isso devem ser mantidas longe das demais frutas! E fica aqui uma dica legal: se você quiser garantir uma maior durabilidade das bananas, embale o seu cabo em em filme plástico e, após, em papel alumínio. Isso garantirá alguns dias extras para o seu consumo.

Mas se as bananas estiverem perto de apodrecer (antes disso, é claro), você poderá evitar seu desperdício e aproveitar ao máximo a sua doçura fazendo um bolo, uma deliciosa compota ou até mesmo sorvete (basta congelá-las e depois batê-las num liquidificador com um pouquinho de leite ou água – simples assim)!

  • Alface:

Para que sua alface dure mais tempo, lave/higienize suas folhas, seque uma a uma e guarde-as num recipiente fechado dentro da geladeira, juntamente com um papel toalha ou guardanapo em seu interior, o qual garantirá o controle da umidade no interior do recipiente.

  • Armazenando os vegetais:

Enrole os vegetais em papel alumínio e guarde-os na geladeira. Isso garantirá algumas semanas a mais aos seus alimentos.

  • Organização e manutenção na geladeira:

Independentemente do que você pode fazer com seus alimentos antes que os mesmos estraguem (como sugerido acima), é importante saber armazená-los devidamente na geladeira, o que garantirá um tempo maior de durabilidade e frescor dos mesmos.

(i) Porta da geladeira: É o local ideal para armazenar os queijos, que não precisam de uma temperatura tão baixa. Você também pode manter ali temperos, condimentos e molhos que necessitem de refrigeração.

(ii) Prateleira superior: ideal para o armazenamento de bebidas, iogurtes e sobras de alimentos. Guarde um espaço nessa prateleira para aqueles alimentos que estão perto de vencer também, pois será mais fácil de identificá-los (e consequentemente lembar deles) visualmente.

(iii) Prateleira do meio: conserve ali os alimentos que precisam de mais refrigeração para serem conservados, tais como ovos, leite e “frios” (queijo, embutidos, dentre outros).

(iv) Prateleira inferior: nesta você poderá colocar carnes e peixes, que precisam de uma temperatura mais baixa. Lembrando que se você não for utilizá-los dentro de no máximo 2 dias, é melhor que esses alimentos sejam congelados.

(v) Gavetas: é preciso ter cuidado e atenção com o armazenamento dos alimentos nas gavetas em relação à sua temperatura, afinal, a parte mais baixa da geladeira é a parte mais fria (“ar quente sobe, ar frio desce…”).

– Com a ventilação fechada você garantirá maior umidade e a temperatura não será tão fria. Esse ambiente é ideal para o armazenamento de alimentos como cenouras, couve-flor e hortaliças (sempre dentro de sacos plásticos fechados para garantir maior duração das mesmas), que por sua vez não são emissores de gás etileno, um hormônio gasoso que atua no amadurecimento das frutas e vegetais.

– A ventilação “entre aberta” garantirá a condição ideal para melões, tomates, limões, laranjas e batatas doce. Esses alimentos costumam liberar pouco gás etileno.

– Mantendo a ventilação aberta o ar poderá circular melhor na gaveta inferior da geladeira e a temperatura será mais baixa. Nestas condições deverão ser mantidos alimentos como maçãs, uvas, peras, abacates, pimentas e abóboras. Esses alimentos costumam liberar muito gás etileno e por esta razão seu amadurecimento é mais rápido.

(vi) Temperatura ideal: mantenha a temperatura da sua geladeira sempre abaixo dos 4°C, pois acima desta a proliferação de bactérias é mais rápida. E lembre-se sempre de descongelar sua geladeira e congelador (caso não seja “frost free” e acumule gelo), pois isso não apenas não tem influência direta no controle da temperatura como também faz com que seu eletrodoméstico precise usar mais energia.

(vii) Espaço entre os alimentos: não adianta enfiar tudo lá dentro da geladeira de qualquer forma. É importante que os alimentos possuam um espaço mínimo que seja entre eles para haver a devida e necessária circulação do ar frio, garantindo sua conservação.

(viii) Limpeza da geladeira: Lembre-se de tirar o pó dos condensadores (atrás) e de deixar um espaço entre a geladeira e a parede a fim de garantir uma melhor e mais eficiente circulação do ar, e deixe sempre um espaço . Além disso, quando for realizar a limpeza interna da geladeira, não deixe de limpar cuidadosamente as borrachas encarregadas pela vedação desse eletrodoméstico, pois ali, com a umidade, podem-se acumular restos de comida e consequentemente bolor e bactérias indesejadas.

Limpe o interior a sua geladeira com um pano úmido a seco sempre que necessário. Além disso, é imprescindível que você esteja sempre averiguando a validade dos alimentos  e se há algo estragado para retirá-lo imediatamente da geladeira a fim de que não haja contaminação nem proliferação de bactérias.

IMPORTANTE: Sempre anote as datas de validade dos alimentos em suas embalagens, em especial quando você os armazenar no freezer!

Fontes: http://www.snapguide.com, http://www.rubbercowgirl.com, http://www.mundoeducacao.bol.uol.com.br, http://www.diyncrafts.com

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3 comentários em “Economia doméstica (parte 2)

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